terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bruxismo

Entende-se por bruxismo o hábito parafuncional de ranger os dentes. Uma vez que nessas circunstâncias eles estão submetidos - assim como a estrutura ósseo e as articulações - a forças de intensidade muito superior  às exercidas durante a mastigação, caso não seja tratado adequadamente, o fenômeno pode ser responsável não só pelo desgaste ou fratura dos dentes  e/ou próteses, mas também por lesões do periodonto (tecidos que sustentam o dente), dores faciais e na região fronto-temporal. O bruxismo é também apontado como importante fator na etiologia da Disfunção Temporomandibular (DTM), provocando dores principalmente nos músculos da mastigação.


Qual a causa do bruxismo?
Muitas são as causas.  Fatores anatômicos, fisiológicos, neuromusculares e psicológicos. No caso dos fatores psicológicos, a literatura especializada aponta para o estresse do dia a dia, ou ao estresse provocado por qualquer tipo de problemas.


Há algum tempo os clínicos têm percebido um aumento na incidência dos relatos do ranger de dentes, nos levando a supor que - não sendo provável alguma alteração biológica que predisponha o ser humano, hoje mais do que ontem, ao quadro - deve haver na cultura contemporânea algo que exponha excessivamente o indivíduo comum a essa resposta. 

Derivado da palavra grega brychein que significa triturar ou ranger os dentes, o termo bruxismo foi utilizado pela primeira vez em 1907, por Marie e Pietkiewicz como la bruxomanie. 
Mas o sofrimento a que se refere é bíblico: "Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o às trevas exteriores. Ali haverá pranto e ranger de dentes".

A associação do bruxismo ao martírio e ao sofrimento mental é, então, muito antiga, possivelmente tão antiga quanto o medo, pressuposto indissociável do contato com as trevas. 
Temos então que buscar aquilo que aflige o ser humano, frente ao que se veja de pés e mãos atados, numa experiência de desamparo, buscando dar nome a essas trevas, sejam exteriores, como propunha Mateus (do Evangelho), ou internas, como objetos de indagações.

Todas as pessoas, em alguma etapa de sua existência, rangem os dentes.  A ocorrência de bruxismo noturno durante a vida de um paciente é altamente variável, relacionando-se com "eventos marcantes ou com períodos emocional ou fisicamente difíceis"


Considera-se que o bruxismo é muito dependente do estresse, e alguns indivíduos reagem ao estresse cm níveis mais elevados de tensão nos músculos da mastigação.  Alguns estudiosos do assunto dizem que o estresse diário mais o problema dentário (maloclusão) se refletem na atividade dos músculos durante o sono. Geralmente a ansiedade está associada ao bruxismo.

Diagnóstico
Como diagnosticar o bruxismo?
Geralmente  a maioria dos pacientes não se queixa de ter bruxismo, e alguns nem sabem que têm.  Geralmente o barulho noturno é notado por parte de alguém, que partilha o mesmo espaço. O dentista pode observar  "o bruxismo" à partir da observação do desgaste nas superfícies dentárias. Geralmente o paciente se queixa de de fadiga (cansaço) muscular facial, dor facial, ou cefaleia pela manhã. Por vezes, ainda, o paciente relata a percepção de acordar durante a noite com os dentes travados.

A POLISSONOGRAFIA  é importante instrumento nas pesquisas sobre o bruxismo. Pode confirmar o diagnóstico, sendo que a rápida identificação do quadro permite uma intervenção precoce com a minimização dos seus efeitos, mas, em razão da diversidade ds fatores envolvidos, o tratamento deve ser multidisciplinar. Como se sabe hoje, a cura do bruxismo é uma mera pretensão clínica, e maneira que qualquer proposta de compreensão poderá mostrar-se útil na elaboração de estratégias de tratamento.

Causas
O estresse é citado de maneira frequente como um suposto fator etiológico para o bruxismo. 
Estresse é um termo emprestado da física - no qual é associado à tensão e desgaste a que são submetidos os materiais. O termo foi proposto pelo endocrinologista Hans Selye, em 1936, para designar o estado de tensão que rompe o equilíbrio interno do organismo, ou a resposta fisiológica, psicológica e comportamental de um indivíduo frente às pressões do mundo externo (ambientais, sociais, etc) ou do mundo interno (expectativas ou pretensões de diversas ordens). Tido como importante fator etiológico de doenças em geral, e relevante motivo para a busca aos profissionais de saúde, a OMS o tem considerado um dos males do século.

Alguns medicamentos também podem causar o bruxismo. Aliás, isso muitas vezes está explícito na bula:
-  fluoxetina
– sertralina
– paroxetina
– venlafaxina
– buspirona 

Uma observação interessante também é que o consumo excessivo de adoçantes (muitos anos, várias vezes por dia), pode produzir bruxismo.


Tratamento 
Aparelho ortodôntico fixo não é terapia para bruxismo, mas quando o paciente possui um problema grave de maloclusão, muitas vezes usando o aparelho o bruxismo tende a desaparecer. Não em todos os casos.

No caso do paciente estar tomando algum medicamento que provoque o bruxismo, deverá parar com esse medicamento ou então que esse remédio seja substiruído por outro menos danoso. Leia as bulas dos remédios que toma.

Rinite, resfriado, dores em qualquer parte do corpo também podem provocar um bruxismo  passageiro.  Nesses casos, após a cura do problema o bruxismo tende a desaparecer.

Pode ser usada uma placa para impedir que o ranger de dentes desgaste todos os dentes do paciente. O ideal é a placa de resina, que envolve todos os dentes da arcada. Mas atenção: A PLACA NÃO IRÁ "CURAR" SEU BRUXISMO, ela servirá somente para impedir o desgaste dos dentes. E deverá ser trocada ou reparada de tempos em tempos, pois pode apresentar "furos". O ideal será sempre tentar descobrir a causa desse ranger de dentes.

http://4.bp.blogspot.com/_uuTFkhtvNwI/TVJ_pWuReuI/AAAAAAAAAOY/3ZFdt9LgzU8/s1600/trat010b%25255B1%25255D.jpg



Adaptado da Revista do CROMG - vol 12, n°1, jan-jun 2011

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Hepatite

Ouvi falar que se pode "pegar" hepatite com alicate de cutícula e até em consultório de dentista. É verdade?


Em primeiro lugar, vamos entender o que quer dizer a palavra "hepatite".
Hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus, bactérias, agentes químicos como resíduos petroquímicos, uso de determinados medicamentos, álcool, drogas, chás ou ainda por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. No Brasil, o que temos de mais comum são as hepatites virais que recebem o nome de acordo com o vírus que as causam. Atualmente temos a hepatiteA, a B, C, D e E.


Hepatite A - É autolimitada e de caráter benigno, ocorrendo apenas na forma aguda e com raras complicações. O paciente com hepatite A pode se recuperar completamente eliminando o vírus  de seu organismo em até 6 meses.
Transmissão: O vírus A é transmitido pela ingestão de alimentos com água contaminada com resíduos fecal  humano e também pelo contato interpessoal (via oral-fecal).
Prevenção: Consumo de água de boa procedência, medidas de saneamento básico e frutas, verduras e legumes bem lavados. Evitar aglomerações e compartilhamentos de copos e talheres. Existe vacina para hepatite A, mas não está disponível de forma ampla o sistema público de saúde. Apenas nos Centros de Referências Imunológicos Especiais.
Tratamento: Como a hepatite A não causa muita agressão ao fígado, é curável e o tratamento é apenas de suporte, indicado de acordo com a saúde do paciente.


 Hepatite B - Apresenta tanto a forma aguda quanto a crônica. No caso da crônica, o vírus fica no organismo por mais de 6 meses. Se evoluir para crônica, pode causar danos graves ao fígado, como cirrose e câncer. Entre adultos infectados, 5 a 10% evoluem para a forma crônica da doença.
Transmissão:è considerada doença sexualmente transmissível (DST), pois o vírus HB é transmitido preferencialmente por essa via, já que é bem adaptada a essa transmissão: se concentra no sêmem e pode viver por muitos dias no ambiente vaginal.
Também pode ser transmitido de mãe para filho, na gestação, parto ou amamentação (via vertical). Nesse tipo de transmissão a chance de cronificação pode chegar a 90% com maior risco de evolução para cirrose e hepato carcinoma em fase precoce da vida.
É possível também a transmissão por:
- instrumentos pérfuro cortantes ( em instrumentos contaminados em hospitais, médicos e dentistas)
-compartilhamento de objetos de higiene pessoal, tais como:
 1. escovas de dente
                                                                                                    
 2. alicates de unha
                                                                                                    
 3. tesouras de unha
                                                                                                     
4. lâminas de barbear
                                                                                                    
 5. tintas e agulhas de tatuagem 

Prevenção: Sexo seguro ( com preservativos) e assepsia. Não compartilhamento de instrumentos pérfuro cortantes (seringas, p. ex.). É também importante o rastreamento da gestante para hepatite B no pré-natal, visando adotar as medidas pertinentes para prevenir infecção do recém nascido.
A hepatite B tem vacina, aplicada em 3 doses, muito eficaz e disponível nas redes de saúde.
Tratamento: Está indicado de acordo com o estado do paciente, mas além dos medicamentos, deve contemplar uma dieta de fácil digestão e sorte do consumo de bebidas alcoólicas por 6 meses, pelo menos.
A hepatite B não tem cura, mas se o diagnóstico for feito precocemente, e a resposta do paciente for boa, é possível controlar a replicação do vírus, evitando que o fígado seja agredido e ocorram complicações. Todos os medicamentos para a hepatite B estão disponíveis na rede pública, mas seu uso depende das diretrizes brasileiras para tratamento das hepatites  virais.
Tratamento: Está indicado de acordo com o estado do paciente, mas além dos medicamentos, deve-se ter uma dieta de fácil disgestão e corte do consumo de bebidas alcoólicas por 6 meses pelo menos.
A hepatite B não tem cura, mas se o disgnóstico for feito precocemente e a resposta do paciente for boa, é possível controlar a replicação do vírus, evitando que o fígado seja agredido e ocorram complicações. Todos os medicamentos para hepatite B estão disponíveis a rede pública, mas isso depende das diretrizes brasileiras para tratamento das hepatites virais.

Hepatite C - A HC assim como a HB evolui silenciosamente para a forma crônica quando o vírus não é eliminado de pois de 6m, o que acontece em 80% dos casos.
Nesse caso pode causar agressão ao fígado com potencial para o desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado.
Transmissão: Também transmitida por via sexual, mas essa forma é mais rara. A mais comum é a parenteral, através do compartilhamento de pérfuros-cortantes ou de higiene pessoal contaminado pelo sangue do portador: agulha, instrumento cirúrgico, escovas de dente, alicate, lâminas de barbear., etc
A transmissão também é possível de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação.
Prevenção: Correta assepsia e não compartilhamento de instrumentos pérfuro cortantes (p.ex. seringas). Nos serviços de saúde deve ser usado material descartável. Além disso é importante o uso de preservativos nas relações sexuais e o ratreamento da gestante para hepatite pré-natal, visando adotar medidas para prevenir a transmissão para o bebê. A hepatite C não tem vacina.
Tratamento:  Quando a inflamação hepática evolui para a forma crônica, o tratamento pode ser complexo e, além dos medicamentos dependerá da realização dos exames específicos como biópsia hepática e de biologia molecular. As chances de cura variam de 50% a 80% dos casos.

Hepatite D - O vírus da hepatite D ou Delta é um problema muito comum na Amazônia e só atinge pacientes portadores do vírus do  HB pois ele parasita o vírus B. A contaminação pelos 2 vírus também pode acontecer ao mesmo tempo. A hepatite Delta, assim como a B ou C pode evoluir tanto para a forma aguda quanto crônica da doença, havendo risco e danos sérios ao fígado.
Transmissão: As formas de transmissão são as mesmas, das hetatites B e C: por via sexual, sanguínea e de mãe para filho.
Prevenção: Uso de preservativos, assepsia, e não compartilhamento de instrumentos pérfuro cortantes e de objetos de higiene pessoal, testagem da gestante e se for portadora, encaminhar e orientar sobre o tipo de parto e não amamentação até que a criança tome a primeira dose de vacina de hepatite B.
Tratamento: Depende do tratamento da hepatite B, com medicação, alimentação menos gordurosa e não consumo de bebida alcoólica, pelo menos pelo período de 1 ano. O paciente contaminado pelos 2 vírus no mesmo momento tem mais chances de se recuperar completamente.


Hepatite E - É a hepatite viral menos comum no Brasil. É também autolimitada e se apresenta apenas na forma aguda, mas pode apresentar formas clínicas graves, principalmente em gestantes. O paciente com hepatite E pode se recuperar completamente eliminando o vírus de seu organismo em até 6m.
Transmissão: O vírus E é transmitido pela ingestão de alimentos ou água contaminada com resíduo fecal humano (via oral fecal). Pelo contato interpessoal também é possível, mas não é comum.
Prevenção: Consumo de água de boa procedência, medidas de saneamento básico, frutas, verduras e legumes bem lavados e mariscos e frutos do mar bem cozidos pois podem concentrar partículas virais no tubo digestivo. Evitar aglomerações e compartilhamento de copos e talheres.
Tratamento: Geralmente não requer tratamento sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas e recomendado repouso e dieta pobre em gorduras.
A internação somente é indicada em quadros clínicos.


Respondendo então a pergunta logo no início do texto: "É  possível "pegar" hepatite no dentista e com alicate de unha?"

Conforme visto no texto, é possível "pegar" hepatite através de instrumentos pérfuro cortantes. Por aí se entende que todo material deve ser esterilizado, tais como agulhas, seringas, alicates de cutícula, agulhas de tatuagem e mesmo restos de tinta podem estar contaminados ( se reutilizados). Alicates e cutícula, tesouras, compartilhamento de escovas de dentes, lâminas de barbear, são fontes de contaminação. O sexo deve ser seguro. Beijo e sexo oral podem transmitir hepatite.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sobre os sisos

O que são os dentes popularmente conhecidos como sisos ou do juízo?

Esses dentes são os terceiros molares, e foram batizados de "dentes do juízo" porque nasciam por volta dos 18 anos, que é a idade onde a pessoa deveria ter juízo. A grafia correta é "SISO", com "S", pois siso significa no dicionário, bom senso - circunspeção, juízo, prudência, tino. Ou seja, "SISO" é sinônimo de "JUÍZO".

Hoje em dias alguns sisos nascem bem antes, já vi sisos erupcionando em pacientes com 14, 15 anos... Isso depende muito da pessoa, do desenvolvimento geral, da saúde. Há sisos que não erupcionam  por falta de espaço, e outros que não existem como germe dental na boca da pessoa, portanto, não se desenvolvem.

Nossos ancestrais tinham até o quarto molar ( o siso é o terceiro). Nossas mandíbulas não estão crescendo o suficiente devido à nossa alimentação, que é só de alimentos pastosos... Hoje em dia ninguém mais precisa triturar alimentos duros (o que garante maior desenvolvimento da mandíbula). O que acontece é que a maioria das pessoas não tem espaço suficiente para os sisos. 
Aquelas pessoas que já nascem sem o germe do dente já são as mais "evoluídas" geneticamente...

Quando o siso está impactado no segundo molar, o ideal é extrair.
do site: http://www.odontoblogia.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dente-do-siso-impactado.jpg 
Estando impactado esse dente não irá erupcionar e não é bom que fique retido dentro do osso. Pode causar alguns problemas, tais como um cisto ou pericoronarite (inflamação na gengiva que o cobre).
Comenta-se muito que um siso pode causar apinhamento nos dentes inferiores anteriores, mas cientificamente nada está provado.
Se o seu ciso nasceu normalmente, e está presente na boca de forma saudável, não há necessidade de extraí-lo.

http://www.bucalface.com.br/documents/PERICORONARITE1.jpg
Pericoronarite é uma inflamação da gengiva que está sobre o siso (ou qualquer outro dente, geralmente o siso). Isso acontece muitas vezes porque o dente está em posição muito ruim, dificultando a escovação. Ou por trauma de mastigação. Geralmente ocorre quando aparece "apenas uma pontinha" do dente... Os resíduos alimentares entram por baixo da gengiva e lá alojados, provocam o problema. O paciente sente muita dor, e às vezes há formação de pus. Deve ser tratado o quanto antes, pois o pus pode "descer" - por exemplo- para o pescoço e cair na corrente sanguínea, virando uma infecção generalizada. Ou pode mesmo acontecer (em casos graves) drenagem de pús pelo "lado de fora" da bochecha.


Como foi dito, se o siso erupcionou normalmente, não há necessidade de extração. Caso contrário é preciso extraí-lo e passar por alguns inconvenientes que podem acontecer durante e depois da cirurgia:



É...  Quando não tem jeito de evitar a extração, o jeito é aguentar resignadamente uns dias, até que tudo volte ao normal. Mas é preferível passar por tudo isso do que encarar uma pericoronarite, um cisto ou outro inconveniente causado por um dente problemático.


Câncer bucal

Existe um termo médico chamado “apoptose”, que muitos chamam de “suicídio celular”, que é entendido como o tempo normal de vida de uma célula num organismo, para depois essa célula morrer e ser substituída por uma nova.

As células de um embrião, por exemplo, sofrem apoptose., até que esse embrião se torne feto. Muitas morrem, para dar lugar a outras novas. As células da cauda do girino sofrem apoptose para que  ele se torne sapo.
As células da pele humana sofrem apoptose  numa média de 10 dias aproximadamente, quando são renovadas.
Quando se  machuca a pele, elas também se renovam, mas porque sofreram “necrose” e não apoptose.

Nem toda célula reproduzida com falha é cancerosa. Há tumores malignos e sem malignidade. Há células alteradas  geneticamente que não se transformam em câncer.


Há um momento em que a produção leva vantagem sobre a eliminação.
Por que acontece isso?
Vamos tomar como exemplo o Carcinoma Epidermóide, que é o tumor mais comum da cavidade bucal. Ele acontece geralmente em homens, depois dos 55 anos, e geralmente ocorre na lateral da língua ou no lábio. Por que geralmente em homens? Porque eles fumam mais, bebem mais...
O sistema de classificação do câncer é o TNM, onde
T= Tamanho
N= quantidade de gânglios(linfonodos regionais ) atingidos (Nódulos)
M= Metástases (quantidades)
Por que há proliferação exagerada das células, sem que haja apoptose e elimine o mal?

  1. A fumaça quente do cigarro irrita as células e produz modificações genéticas, necrose e renovação celular mais rápida. Elas morrem por necrose e não por apoptose (suicídio).
  2. O álcool  produz renovação celular rápida, pois desidrata as células.
  3. A falta de higiene (falta de escovação) ajuda anão remover os resíduos de álcool e cigarro.
  4. A predisposição genética facilita a malignidade (está no código genético).
São, dessa forma, muitos os fatores que colaboram para a carcinogênese (formação do câncer), sem chance de renovação celular benéfica. Os pacientes que possuem esse câncer precisam  que ele seja removido cirurgicamente e depois quimioterapia e radioterapia. Chance de sobrevivência: 55%. Ou seja, pode viver ou morrer... pois 55% não significa muita coisa.
Outro tipo comum de câncer bucal é  a queilite actínica. Uma lesão que acomete mais o vermelhão do lábio inferior. Causada por exposição excessiva ao sol. Acomete geralmente moradores de zona rural ou aqueles que trabalham sob o sol. Aparece uma feridinha que não sara e sangra. Só aumenta, nada a faz diminuir. Isso tem um curso rápido, 15 dias mais ou menos. E acomete mais homens que mulheres. Por que?
  1. A grande maioria das mulheres, mesmo as que trabalham na zona rural usam batom, o que protege das radiações UVB.
  2. Os homens fumam mais que as mulheres, e isso ocorre onde se coloca o cigarro, também devido ao calor da fumaça.
  3. O álcool ajuda a piorar.
  4. Pacientes de cor branca, pois são mais sensíveis aos raios solares.
  5. Predisposição genética.
O ex-presidente Lula estava com um câncer de laringe. Quais foram as causas?
     1. cigarro
     2. álcool
     3. predisposição genética.


Infelizmente na formação do câncer, atuam muitos agentes que facilitam a carcinogênese. São muitos e agem mais rapidamente que o turnover (rotatividade) natural das células.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O doce veneno do açúcar


Quando a disponibilidade (facilidade de compra)  do açúcar excede de 10 a 15 kg por pessoa/ano, ocorre aumento do índice de cárie.  Ou seja, a sacarose ( o açúcar de cana) é o açúcar mais cariogênico que existe.

A quantidade de sacarose compatível com uma boa saúde bucal (dental) seria de no máximo 15kg/pessoa/ano, ou mais exatamente 40g/pessoa/dia em regiões beneficiadas com o flúor na água. E 10 kg/pessoa/ano (30g/pessoa/dia) em regiões não beneficiadas com o flúor na água.


                                Uma latinha de 300ml de Coca-Cola possui 39 gramas de açúcar!
 

Importante lembrar que o excesso de sacarose também pode causar o aumento de peso (obesidade) e diabetes.

Provavelmente o consumo de açúcar é maior nas camadas de baixa renda, visto que são os que apresentam altos níveis de cárie.
Infelizmente é enorme o investimento em propagandas que incentivam o consumo do açúcar na TV: refrigerantes, sorvetes, bolachas, confeitos, etc. E praticamente zero investimento em informações sobre o malefício do açúcar na saúde bucal.

Vivemos numa época em que se valoriza a beleza  física. Mas os apelos televisivos são para que sejam consumidos produtos que nem sempre colaboram para a construção dessa beleza. Alguém já parou para pensar se mulher que bebe cerveja todo dia no happy hour  tem corpinho de sereia, dentes branquinhos, gengivas saudáveis e hálitos gostoso?


A doença cárie (sim, é doença pois é transmissível) é a principal causa da perda dentária da população mundial.
Vejam bem:
- Aos 17 anos, 80% dos jovens já tiveram uma lesão cariosa cavitada;
- Aos 40 anos mais de 2/3 dos adultos perderam pelo menos um dente permanente.


O risco de cárie na dentição permanente é maior se na dentição de leite já havia cárie!

Além do açúcar, outros fatores contribuem para a formação da cárie, principalmente se forem associados ao alto consumo de açúcar.
  1. deficiências físicas e mentais (dificultam escovação)
  2. presença de restaurações ou próteses mal feitas (acúmulo de alimentos)
  3. saliva (pouca saliva aumenta índice de cáries)
  4. medicamentos (pode diminuir produção de saliva)
a)hipnóticos
b)tranquilizantes
    Diazepam/Bromazepam/Lorazepam
c)antidepressivos
     Fluoxetina
d)antiepiléticos
     Carbamazepina
e)anticolinérgicos
f)agentes beta bloqueadores adrenérgicos
   aliprolol
g)analgésicos opiáceos
   tramadol
h)anti-histamínicos



Quando se ingere muito açúcar, o pH da saliva torna-se ácido causando a desmineralização da superfície dentária, e consequente formação de cáries.  Claro que esse ciclo é interrompido se  houver a escovação dos dentes, o que alterará o pH da saliva. No creme dental há o fluoreto, que ajuda na capacidade da remineralização do dente através da saliva.


Cuide-se.
Não é preciso abster-se do açúcar. É necessário ter em mente os procedimentos de higiene bucal, consciência da alimentação e viver a vida onde se devem acrescentar exercícios físicos diários.


Classe II

Fiquei sabendo pelo dentista que meus dentes são Classe II. Como é isso?


Angle foi um ortodontista inglês (foi considerado o pai da ortodontia) que classificou as maloclusões em Classe I, Classe II e Classe III.
Classe II seria o seguinte:
 
Classe II, divisão 1ª - O primeiro molar superior encontra-se à frente do primeiro molar inferior, a maxila (maxilar superior) parece ser maior que a mandíbula, e todos os demais dentes parecem estar "para frente".

Classe II, divisão 2ª - O primeiro molar superior encontra-se à frente do primeiro molar inferior. Os incisivos centrais encontram-se inclinados mais para dentro e os incisivos laterais encontram-se inclinados para fora, aparecendo bem.

 
Na classe II divisão 1ª, ao observar nota-se que a maxila está bem "para frente" da mandíbula, dando ao paciente o aspecto de "dentuço".  Quando isso ocorre devido ao pouco crescimento da mandíbula ou ao grande crescimento da maxila, podemos então estar diante de uma Classe II esquelética:
 
do site: http://www.identidadeodonto.com/wp-content/uploads/2011/06/retrognatismo.jpg
 Na foto acima podemos ver uma Classe II esquelética.

Se a pessoa tiver uma Classe II esquelética, como é feito o tratamento?
Geralmente  é cirúrgico, com avanço de mandíbula, confecção de mento e muitas vezes com elevação de maxila. Isso deve ser planejado na documentação do paciente, em conjunto com o Ortodontista e Cirurgião Buco Maxilo Facial. A cirurgia é feita com os aparelhos ortodônticos fixos superior e inferior após algum tempo de tratamento ortodôntico já com finalidade cirúrgica.
A cirurgia - obviamente - é feita em ambiente hospitalar. O paciente deverá arcar com os custos do cirurgião, de seu assistente, do anestesista, da diária hospitalar, fonoaudióloga, medicamentos e fisioterapia ( a face fica sem sensibilidade por um tempo, exigindo fisioterapia local).
 
do site: http://www.jrgodontologia.com.br/timthumb-watermark.php?src=upload/Captura%20de%20tela%202011-07-27%20_s%2015.14.05.png&w=300&zc=1

 
Acima temos uma Classe II esquelética com grande deficiência de mandíbula, que foi tratada cirurgicamente. Notem a melhoria do perfil da paciente e mais harmonia na face.


Nos casos onde o crescimento da maxila é bem maior que da mandíbula, e o paciente ainda está em idade de crescimento, podemos usar o Aparelho Extra Bucal para tentar conter esse crescimento:
do site: http://2.bp.blogspot.com/_6raDxeZpP04/TGXH5tp43MI/AAAAAAAAAew/ZFxl4dwV-rU/s1600/aeb.jpg

 O famigerado "freio de burro", como chamam as crianças e adolescentes. Apesar de ser um aparelho "feio" e não muito aceito, no caso de crescimento acentuado da maxila e crescimento dentro do ideal da mandíbula, seria o mais indicado.

Quando a mandíbula é afetada em seu crescimento, crescendo menos que deveria, o mais indicado seria um aparelho ortopédico, como por exemplo o Bionator:
http://www.weisskircher.de/bilder/bionator.jpg
Mas  Bionator, como aparelho ortopédico, só será eficiente se o paciente estiver ainda em fase ce crescimento, não sendo favorável em adultos.


O plano de tratamento de uma Classe II, seja divisão primeira ou segunda, só o ortodontista poderá dar. Em muitos casos é necessária a extração de pré-molares superiores, mas somente analisando as radiografias e o exame clínico para se ter certeza disso.
Quanto antes a criança iniciar o tratamento, melhores serão os resultados.
  Fale com seu ortodontista.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Aparelho Lingual


 Neymar usou aparelho lingual, vejam só a reportagem abaixo:
(Imagino que ele já tenha tirado, pois essa reportagem é de 2009)

 Neymar instala novo tipo de aparelho nos dentes para evitar cortes.

Equipamento está fixado na parte interna da arcada. Com isso, jogador está protegido de acidentes como o que ocorreu contra o Rio Branco.
O atacante Neymar, do Santos, trocou o tipo de aparelho ortodôntico que usa para corrigir a sua arcada. Para evitar acidentes como o que ocorreu na partida contra o Rio Branco-AC, dia 18 de março 2009,  pela Copa do Brasil, quando ele levou uma cotovelada na boca e os ganchos ficaram enterrados em sua bochecha, o atacante agora usa um aparelho que é fixado pelo lado de dentro da arcada.



Esse tipo de equipamento, que foi criado por uma questão estética por ser “invisível”, acabou vindo a calhar para esportistas.


- É bem melhor, com certeza. Agora, não tem mais perigo de grudar novamente no lábio. Fico mais tranqüilo - comemorou Neymar, que após o episódio da cotovelada chegou a usar um protetor bucal semelhante ao utilizado pelos lutadores de boxe.



O que é aparelho lingual?
do site: http://www.formulaodonto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/lingual-14.jpg
Aparelho lingual é um aparelho fixo especialmente desenhado para ser usado no lado lingual dos dentes. As pecinhas foram fabricadas de maneira a causar o mínimo trauma possível. Os casos que podem usar esse aparelho são casos especialmente selecionados.
Há um pouco de interferência  na fala e na alimentação nos primeiros dias (mais dias que o aparelho tradicional). Mas vale a pena para quem quer fazer um tratamento ortodôntico sem que ninguém perceba.  Ou para quem pratica muitos esportes e não quer sofrer acidentes com o aparelho, igual ao Neymar.

Na verdade, a ortodontia lingual começou na década de 70 com Kinya Fujita (Japão), especialmente criada para praticantes de artes marciais. Um aparelho colado dentro da boca não causaria traumas nas bochechas e nos lábios dos esportistas praticantes de artes marciais, o que não ocorre com o aparelho tradicional que traumatiza bochechas e lábios.

Indicações da técnica lingual:
- Fechamento de pequenos espaços e diastemas.
-Correção limitada de mordidas profundas
-Correção do mal alinhamento de dentes individuais  e apinhamento moderado
-Correção de mordidas cruzadas moderadas anterior e lateral
-Casos com extração de incisivo inferior

Contra indicações da técnica lingual:
-Pacientes com Disfunções Têmporo Mandibulares
-Pacientes com mordida aberta
-Pacientes com mordida muito profunda (incisivo inferior tocando lá o "céu da boca)
-Pacientes problemáticos (com alterações psicológicas)
-Quando se deseja corrigir a má oclusão posterior

 Importante lembrar que esse aparelho é muito trabalhoso, levando praticamente o dobro do tempo do aparelho tradicional para ser montado. 
Os materiais usados custam muito mais caro que os da técnica tradicional.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O que é Hyrax?

Meu dentista disse que tenho que usar um aparelho no céu da boca, e que o nome desse aparelho é Hyrax. Como é esse aparelho?


Hyrax é um aparelho usado para expandir a maxila quando ela se encontra bastante atrésica. Em todos os casos a mordida está cruzada bilateralmente e muitas vezes na região anterior.
http://wikisites.mcgill.ca/Dentalpedia/images/2/23/Palatal_expansion.jpg

O Hyrax provoca uma expansão através da ativação do parafuso, que pode ser duas vezes por dia ou uma vez, dependendo da gravidade do caso, da idade do paciente e da indicação do dentista.
A ativação desse parafuso provoca uma separação nos dentes anteriores, uma disjunção palatina, que pode ser vista clinicamente e nas radiografias. O tamanho desse diastema geralmente corresponde à metade da abertura do parafuso. Mas  lembre-se que o ser humano não é uma ciência exata e muitas vezes não é isso que acontece. Observe a radiografia abaixo:
http://wikisites.mcgill.ca/Dentalpedia/images/2/23/Palatal_expansion.jpg
Como foi dito, a disjunção provoca um diastema entre os dentes anteriores, comprovando que o  tratamento está indo pelo caminho certo, embora o paciente nem sempre goste desse diastema:

http://www.zahnspange-frankfurt.com/Hyrax3.jpg
Nessa fase geralmente a mordida lateral está descruzada. O dentista então deverá travar o parafuso acrescentando uma resina no local da ativação. O aparelho deverá então ficar mais uns 4 meses, como contenção, para impedir que a mordida venha a se cruzar novamente... Depois então deverá ser colocado o aparelho fixo. Durante a fase de contenção os espaços irão se fechar. Esses espaços são importantes para alinhar os dentes anteriores.


Higienização
Escove bem o aparelho. Dê atenção especial ao parafuso, pois é onde ficarão grudados partículas e pedaços de alimentos. Faça bochechos com um colutório bucal (Plax, Listerine).
Às vezes o expansor também possui resina no palato (céu da boca), o que provoca irritação na mucosa. Para uma higienização melhor, é aconselhável usar uma seringa  (sem agulha, claro) com soro fisiológico para lavar a região entre a resina e o céu da boca.
Evitar certos tipos de alimentos tais como chocolates, bolachas, evita em muito o acúmulo de resíduos enquanto estiver com esse aparelho.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Como fechar um diastema

Muitas vezes o paciente possui um  diastema  que o incomoda. Sobre diastemas já foi discutido aqui no blog, mas a pergunta constante da maioria das pessoas é:

Como fechar um diastema?


Antes de qualquer coisa é interessante uma radiografia do local, pois temos que descobrir as possíveis causas do diastema, que pode ser até um dente à mais na arcada (supranumerário) que está bem no meio desse diastema, dentro do tecido ósseo ou problemas periodontais...

Feito a radiografia e descoberta a normalidade do tecido ósseo, vamos planejar como fechar esse diastema.

1. Fechar diastema com aparelho ortodôntico fixo
(http://www.tanaka.com.br/imagens/art1_09/fig2.jpg)

Recomenda-se fechar o diastema (região anterior) com aparelho ortodôntico fixo quando o diastema é muito grande  (3mm ou mais), o que impossibilita a confecção de facetas ou a colocação de resina, pois irá aumentar em muito o tamanho desses dentes, comprometendo a estética.

2. Fechar diastema com aparelho ortodôntico removível. 
Geralmente indicado para crianças, em idade de dentição mista ( permanentes + dentes de leite)
Aparelho removível superior com molas para fechar diastema entre incisivos


3. Fechar diastemas com resina, "aumentando" o diâmetro dos incisivos.
Fotos do site:http://www.ligiasouza.com.br/imagens/fechamento.png


 Nesse caso foi acrescentada resina nos incisivos centrais. Vejam como a largura do dente aumentou, embora a estética tenha ficado muito bonita.


4. Fechar diastemas com facetas de porcelana:

http://2.bp.blogspot.com/-yjSMcTQM7Xo/T9Hzzp6fcfI/AAAAAAAAB94/YEL52naJmAg/s1600/incisivo+lateral+conoide.jpg
No caso acima foram usadas jaquetes de porcelana para fechar espaços entre incisivo central, lateral e canino. A faceta foi colocada no incisivo lateral, visto ser o dente de pequeno tamanho. A estética ficou muito boa. Importante lebrar que para acrescentar a faceta é necessário um desgaste no dente. Esse processo é indicado para diastemas pequenos e quando o dente a ser recoberto com a faceta já está problemático, com cárie, cor comprometida ou a anatomia compromete a estética.


Há famosos que provavelmente fecharam o diastema com facetas ou resina, como o Ronaldo Fenômeno e a presidente Dilma:
do site: http://www.fabiocampana.com.br/wp-content/uploads/2010/05/DilmaDentes.jpg
Mesmo com todo o aparato odontológico para fechar diastemas, ainda há famosos que preferem viver com ele:
O simpático Sérgio Lorosa, que possui um  senhor diastema

O famoso corredor de fórmula 1 Lewis Hamilton



 Leia mais sobre diastemas em:  http://ortodontiaearte.blogspot.com.br/2012/07/diastemas.html

 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Celular na cadeira do dentista?

Mesmo tendo um aviso na parede, onde se lê "Favor desligar seu celular durante a consulta", muitos pacientes atendem o celular durante a consulta...




Paciente x Celular

Tipos:
Paciente tipo 1. Aquele que se senta  na cadeira sem o celular, mas ele está dentro da bolsa (se for mulher) ou em cima da mesinha que há dentro da sala. Geralmente deixa o celular ligado, e quando ele toca sem que possa ser atendido de imediato, percebe-se um certo sofrimento no paciente. O celular toca outras inúmeras vezes, sendo que o toque dele é "Ai se eu te pego"... Geralmente o dentista cansado de ouvir a música, pede para o paciente atender. Mas ele sempre diz: "Não, Dra, não é nada importante..."

Paciente tipo 2. Aquele que  deixa o celular no bolso, e quando ele toca, o paciente fica procurando em que bolso está. Rapidamente  olha e desliga.

Paciente tipo 3. Aquele que se senta na cadeira já com o celular na mão. Vixi... Esse dá trabalho! O celular toca umas 3 ou 4 vezes durante uma consulta de meia hora... E geralmente ele atende. Compromete bem o tratamento. O problema  também é o toque alto, com a música do momento... "Eu quero tchú, eu quero tchá".

Paciente tipo 4. Aquele que senta na cadeira e parece estar sem celular. O aparelho toca com música bem alta e ele atende imediatamente, sem a menor cerimônia.

Paciente tipo 5. Paciente que usa o celular como espelho para ver o que o dentista está fazendo;

Paciente tipo 6. Paciente que liga para o namorado, amiga ou mãe para perguntar que cor de borrachinha põe no aparelho fixo;



Eu estou colando um bráquete e o celular toca - não deixo atender... Afinal estou colando um bráquete! Como é que esse bráquete fica se o paciente atende o telefone?

Só deixo o paciente atender se o serviço que estiver executando não for prejudicado. Caso contrário, não tem jeito.

Portanto, meus queridos, procurem desligar o celular!
 Não é elegante falar ao telefone dentro do consultório do dentista, do médico, do fisioterapeuta, do fonoaudiólogo...  Mesmo que você não seja o paciente, seja apenas o acompanhante.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tipos de bráquete

Quais tipos de pecinhas (bráquete) existem?

O aparelho da minha amiga é diferente do meu...

Bráquetes existem de vários tamanhos. Uns grandes, outros pequenos. O tamanho do  bráquete depende do dente, da técnica utilizada, do modelo do bráquete, da marca comercial... Portanto, nem sempre o da sua amiga será igual ao seu. Há grandes variações.

Há os bráquetes metálicos:
Há os bráquetes estéticos:

Há os bráquetes com formatos diferentes:


Há os bráquetes autoligados:

Como vocês puderam ver, a variação é grande!


Saiu um bráquete, e agora?

Saiu um bráquete (pecinha, pedrinha, ferrinho, aparelhinho= como dizem os leigos) do meu aparelho fixo... E agora?


O que faz um bráquete sair?
1. Mastigação de alimentos muito duros, tais como maçãs, côco, pipoca, balas duras (as moles também), torresmo...
2. Às vezes  o paciente possui mordida cruzada (lateral ou anterior), o que facilita o descolamento de bráquetes superiores;
3. Pode ser a presença de mordida profunda anterior, o que faz com que os dentes anteriores superiores "descolem" os bráquetes anteriores inferiores;
4. Os dentes superiores podem estar ocluindo em cima do bráquete do dente inferior, forçando a sair;
5. O bráquete foi colado em cima de uma restauração extensa de resina, ou jaqueta de resina, ou faceta, o que também colabora para que venha a se soltar...
6. Falha na hora da colagem (presença de saliva, sangue), geralmente provocada por estar úmido o local.

Enfim, são vários os motivos e é importante que você seja sincero e conte para o dentista se estava fazendo algo que provocou o descolamento dessa peça. Não minta, dizendo que não fez nada (se realmente fez). É importante que o profissional saiba o que está acontecendo, se foi falha na colagem dele (do profissional) ou foi abuso do paciente, para que o erro seja corrigido.

Se você anda abusando de balas e chicletes ou outros alimentos duros, colabore. Quanto mais bráquetes se soltarem, mais seu tratamento irá demorar para terminar. Lembre-se que você está gastando com o tratamento. O  Ortodontista recebe para deixar seus dentes bonitos com o aparelho e não para ficar colando peças  que se soltam por falta de cuidado. 
O dentista tem responsabilidade de iniciar e terminar seu tratamento. E a você cabe a responsabilidade de zelar pelo aparelho.

Mas e se apeça soltou?
Toda peça descolada causa um dano ao tratamento, que será maior ou menor, depedendo do dente onde a peça descolou e do tempo que esse dente ficou sem o bráquete.

A melhor solução é telefonar para o dentista!

Não adianta perguntar para o namorado, para o vizinho, para o jornaleiro, para o vendedor da padaria... O jeito é ir ao dentista... Só ele poderá te ajudar. O mais rápido possível!


Não corte o arco! Somente se não conseguir achar o dentista. 
Evite usar alicates de unha ou coisa parecida... Não puxe... Não dobre...
Procure o dentista!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

50 tons de branco

Ortodontia é arte porque a  Odontologia é arte!
Vejam que artigo interessante da Revista Veja,  edição 2281, ano 45 n° 32, p. 148:



50 tons de branco

As lentes de contato para dentes são uma nova técnica para embelezar e dar aparência mais natural ao sorriso corrigido


Entrar no consultório do dentista e sair de lá com lentes de contato parece uma idéia estranha, mas a prática já está acontecendo. As lentes são na verdade películas finíssimas de cerâmica colocadas sobre os dentes. Como a maioria das novidades estéticas começaram  a ser adotadas primeiro por quem depende da aparência impecável, em especial modelos e atores de TV que, por causa das novas imagens em alta definição, precisam corrigir a jato detalhes como manchas, irregularidades e diastemas  - os dentes muito separados., "Digo com segurança que todos os principais atores das novelas que estão no ar hoje têm lentes ou pelo menos, as tradicionais facetas", assegura o dentista paulistano Marcelo Kyrillos, que embelezou com as lentes  dentaduras já espetaculares como a da atriz Gabriela Duarte e da modelo Mariana Weickert. "Tenho dez e acho ótimo. Elas são tão finas que parecem um descascado de esmalte", diz a modelo. "Nem me lembro delas, porque nada na vida precisou mudar; a escovação, e  a alimentação continuaram exatamente as mesmas", elogia Gabriela. "Nem todos os artistas assumem que têm", reconhece Kyrillos. "Existe um estigma de que o tratamento estético é só para quem não cuidou dos dentes e por isso eles estragaram."


A inovação dessas películas é que elas têm apenas 0,2 mm de espessura. Por isso, ao contrário do tratamento estético convencional com facetas de 0,5 mm, não exigem que os dentes sejam desgastados para que o encaixe fique perfeito. O preço varia de 1000 a 4500 reais por dente, o que se explica pelo trabalho minucioso.
Primeiro, o dentista faz fotos e filmes do paciente para ver quais dentes aparecem durante a fala. As imagens são passadas a um protético, que produz as películas. O toque de perfeição vem da habilidade técnica desses profissionais. Os dentes naturais não são completamente homogêneos na cor. São amarelados na raiz, brancos no meio e translúcidos na ponta. "Para darmos aparência natural às lentes, misturamos com pinceizinhos dez cores de pó de cerâmica, entre cinquenta que temos no laboratório. Essa mistura leva horas para ficar pronta e depois segue para um forno, cuja temperatura chega a 1000 graus", explica o protético Marcos Celestrino, diretor científico  da Associação dos  Técnicos em Prótese Dentária de São Paulo. "Há dois anos , eu fazia uma lente por mês. Hoje, faço vinte."


Seis delas iluminam o sorriso da apresentadora Bruna Boyes. "Meus dentes eram muito redondos e não combinavam com meu rosto", diz ela.


Depois de prontas, as lentes são colocadas em apenas uma sessão. O dentista começa o processo passando um ácido no dente, para que ambos fiquem porosos. Em seguida, aplica um tipo de cimento nas duas partes e, por fim, silano, um material formado por silício e hidrogênio, que cola o cimento à cerâmica. A colocação de facetas convencionais, aquelas que criam sorriso perfeitos há mais tempos e fazem com que Ilhéus da novela Gabriela seja uma das maiores concentrações mundiais de dentes branquíssimos, sem um único defeito. é mais trabalhosa. 


Para começar, é preciso desgastar uma grande quantidade de esmalte do dente; caso contrário a lâmina cria um volume desconfortável na boca. Na raspagem, existe o risco de atingir a dentina, a segunda camada dos dentes, com terminações nervosas que podem causar dor. Por isso o paciente é anestesiado.


Seja com o tratamento mais disseminado das facetas, seja com a nova técnica, os resultados estéticos alcançados por dentistas brasileiros têm ótima reputação. "Nos Estados Unidos, elas são monocromáticas, inteiramente brancas. Os americanos gostam da aparência de azulejo", compara Kyrillos. A maravilha das lentes, porém, não é para todos. "Quem range os dentes, morde ponta de caneta ou rói unha não pode usar, porque esses hábitos danificam a cerâmica", diz o dentista paulistano Mauro Teixeira, renomado especialista em reabilitação oral. Para estes e para quem tem resina aplicada na frente dos dentes, as facetas continuam a ser as mais indicadas.


Reportagem de Marília Leoni

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Piercing dental

O piercing dental é um "adorno" que se cola nos dentes, sem a necessidade de se estragar o dente, ou seja, não é preciso fazer perfurações na estrutura dentária.
Há vários tipos: pedrinhas coloridas, corações, letras...
O preço varia conforme o tipo de piercing e conforme o profissional que faz o serviço. O "piercing" é colocado da mesma maneira que as pecinhas do aparelho fixo, com uma resina especial para esse fim.
Os piercings em forma de estrelinha ou outras formas geralmente são feitos de ouro e por encomenda.
Os piercings mais comuns são as "pedrinhas" coloridas:
Que existem nas mais variadas cores:




 Nos Estados Unidos a moda atualmente é a de tatuar os dentes.
O termo “tatuagem no dente” (em inglês, “tooth tattoo”) pode causar confusão. Na verdade, o desenho não é feito diretamente no dente, mas impresso em uma jaqueta de porcelana por um laboratório especializado. Depois de pronta, ela é encaixada ao redor do dente e, se você mudar de idéia, pode retirá-la em poucos minutos.
Exibicionistas relutantes podem ainda colocar a tatuagem na parte traseira do dente, virada para a língua – apesar de não fazer muito sentido pagar por uma tatuagem de US$ 200 (R$ 342) que ninguém poderá ver, a menos que você esteja procurando ajudar o médico-legista a identificar seus restos mortais.

Alguém na Inglaterra gastou cerca de R$ 2.570 para ter o Príncipe William e a Kate Middleton tatuados no dente!Será que vale a pena?






Há pessoas que não se contentam somente com piercings e tatuagens dentais e vão mais além... Você teria coragem de enfeitar seus dentes dessa maneira abaixo?

Classe III

"Meu Ortodontista disse que eu sou Classe III. Afinal, o que significa ser uma pessoa Classe III?"


Angle foi um ortodontista inglês (foi considerado o pai da ortodontia) que classificou as maloclusões em Classe I, Classe II e Classe III.
Classe III seria o seguinte:
O primeiro molar inferior encontra-se "à frente"(mesial)  do primeiro molar superior, o que deixa a mandíbula "à frente"  da maxila. Quando o posicionamento é só dental, não interferindo no perfil, temos uma Classe III dentária.


Quando a alteração é grande, trazendo características especiais ao perfil, dando a aparência ao paciente de "queixudo", estamos então diante de uma Classe III esquelética. A classe III esquelética geralmente é devida a um fator genético. As medidas na telerradiografia estão alteradas, mandíbula com tamanho maior que  deveria estar.



 A Classe III dental geralmente é resolvida apenas com tratamento ortodôntico.
A Classe III esquelética geralmente é resolvida com o auxílio da ortodontia e cirurgia ortognática.

(Do site: http://www.ortocirurgico.com.br/?conteudo=canal&id=3&canal_id=13)
O planejamento começa quando o paciente faz a documentação. Desde então o Ortodontista deve comunicar ao paciente se ele é Classe III esquelética e se há necessidade de cirurgia.  
Se houver necessidade de cirurgia ortognática, o  tratamento desde o início já deverá estaar planejado para isso, sendo necessário também desde o início a participação de um cirurgião Buco-Maxilo, junto com o qual se faz o planejamento cirúrgico. O paciente não podeá mudar de ideia durante o tratamento...
Ou seja, se decidir a fazer a cirurgia, deve decidir no início do tratamento, antes de colocar o aparelho fixo.

Mesmo o caso sendo cirúrgico, nem sempre o paciente deseja passar por uma cirurgia. Isso deve ser comunicado ao dentista, para que seja elaborado um plano de tramento de forma a deixar a estética o melhor possível, sem a cirurgia de redução de mandíbula.


No caso cirúrgico, após colocado o aparelho ortodôntico (a cirurgia só pode ser feita de aparelho), geralmente decorre um período de aproximadamente 2 anos, até que se consiga realizar o procedimento.
Como a cirurgia é cara, pede-se ao paciente que faça nesse período uma poupança objetivando pagar as despesas com hospital, cirurgião, auxiliar, fonoaudióloga, anestesista, fisioterapeuta, medicamentos. Alguns convênios cobrem essa cirurgia, que também pode ser feita pelo SUS em alguns lugares.

O valor varia. Depende do estado e cidade onde mora a pessoa, do dentista, do hospital

Geralmente é feita a redução de mandíbula, somente. Talvez outras pequenas cirurgias complementares visando a estética.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Alexandre Pato e os problemas bucais

Milan liga problema muscular de Alexandre Pato a doença bucal
Atacante passou por cirurgia odontológica; expectativa é que retorne antes do duelo contra o Manchester United, pela Liga dos Campeões
Equipe Universidade do Futebol
Não são raros os estudos que indicam que problemas relacionados à saúde bucal podem acarretar queda de rendimento físico. Sejam infecções bucais, nos dentes e nas gengivas, falta de condições de higiene bucal adequada, etc., o aparato odontológico compõe a estrutura biológica do jogador. O exemplo de Alexandre Pato é mais um destes.

O atacante brasileiro que defende o Milan está afastado dos gramados desde o último dia 13 de dezembro, quando sua equipe foi derrotada pelo Palermo (2 a 0). Pato sofreu uma lesão muscular em uma das coxas e desde então realiza tratamento intensivo de reabilitação.
De acordo com os periódicos italianos, um problema bucal, que não foi especificado pela agremiação rossoneri, estaria diretamente ligado ao problema na perna. Tanto que na última quarta-feira o jogador seria submetido a uma cirurgia odontológica.

A explicação é que o foco infeccioso na boca pode se espalhar pela corrente sanguínea, o que facilitaria o surgimento de problemas em articulações e músculos. De acordo com a equipe médica do Milan, o jogador, de 20 anos, deve repousar por dois a três dias após a cirurgia, e só então voltará aos treinos.
Especialista e Periodontia, mestre em Diagnóstico Bucal, autor de livros sobre a área e colunista de saúde bucal da Rádio Record, o odontólogo Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes relatou, em entrevista à Universidade do Futebol, casos de atletas que conviveram com adversidade semelhante.
"Nós temos um histórico, na Copa de 1958, relatada pelo já falecido Mário Trigo, que foi o primeiro cirurgião-dentista a compor uma delegação brasileira em competição. Ele lembra que extraiu mais de sete dentes de Mané Garrincha, antes da Copa de 1958. O jogador não conseguia recuperar-se de lesões musculares por conta de infecções bucais. E quando sanou essas infecções na boca, ele teve condições para recuperar-se e brilhar", disse.

"Outro exemplo é o Ronaldo "Fenômeno", que ficou três ou quatro rodadas afastado da Inter de Milão, com uma contusão muscular. Por indicação, o jogador fez a extração de um dente do siso que o incomodava há tempos, e teve êxito na recuperação muscular, dando continuidade ao seu trabalho no clube", finalizou.





http://www.universidadedofutebol.com.br/Jornal/Noticias/Detalhe.aspx?id=12871